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Benvindos Miranda do Corvo

Artesanato

Cestaria 
Com o acentuado decréscimo da actividade agrícola, também esta forma de artesanato entrou em franco declínio, já que era aquela que absorvia quase toda a produção cesteira. É uma actividade artesanal atraente e de grande destreza manual que desenvolve, ao mesmo tempo, o espírito de observação e o sentido de tacto. 
 
Latoaria 
A latoaria é uma actividade artesanal que, através da produção de objectos como sejam funis, almotolias, alcatruzes, candeeiros de azeite, ladras e outras mais, responde a necessidades do quotidiano comum. A folha de Flandres, a folha de zinco, a folha de alumínio e a chapa zincada são as matérias-primas mais utilizadas. As ferramentas e utensílios usados são os seguintes: bigorna, fieira, prancha, compasso, ferro de soldar, tesoura, talhadeira, bitola, lima, ponteiro, martelo de pena e bola, furador, maço de madeira, riscador de metal, escala metálica. O aparecimento de outras matérias-primas (por exemplo, o plástico) trouxe a decadência desta actividade artesanal. 
 
Tecelagem 
Ganha de facto consistência o pensamento de que foi a presença árabe no nosso país que originou a tecelagem. É de facto notória a semelhança entre os teares persas e os que existem na nossa região. A tecelagem desta região é a chamada tecelagem de Almalaguês, a qual, se diferencia da chamada tapeçaria regional de Coimbra. A “Tecelagem de Almalaguês” é uma tecelagem bordada em puxados e executada exclusivamente em fio de algodão. A tecelagem encontra-se nas freguesias de Miranda do Corvo (rendas, tapeçaria, colchas de trapos), Lamas (tapeçaria, rendas, bordados), Rio de Vide (bordados, rendas, tapeçaria) e Semide (rendas, bordados). 
 
Olaria
A indústria da olaria de barro vermelho, de remota origem, teve largo incremento nos sécs. XVI e XVII. Na segunda metade do séc. XVII, verifica-se que os núcleos residuais dos oleiros na vila eram principalmente no Relego (a poente); nos Linhares (a noroeste); no Outeiro e Carvalhal (a norte), locais na periferia da povoação como era natural. A partir do séc. XVIII, a «indústria» começou então a decair; os oleiros deixaram a vila onde de início a indústria floresceu para se abrigarem nos arrabaldes – Bujos, Espinho e Carapinhal.

Os homens que exerciam esta indústria e que naqueles séculos a documentação dá como elementos de alguma proeminência social, decaíram até à modesta condição que gozam hoje. E, para mais, como Coimbra era o principal centro de venda dos artefactos e como eles tinham - e ainda têm – um certo cunho artístico, a olaria ficou conhecida como sendo da cidade e daí vem que o asado – atributo indispensável da imagem corrente da Tricana -, o cântaro, o púcaro de Coimbra, celebrados pelos artistas e etnógrafos, perderam a sua verdadeira origem. Os moringues, bilhas, talhas, cabaças são os principais exemplares desta arte.


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